domingo, 29 de abril de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia das Mulheres
" MULHERES SÃO ...
... tecelãs. Tecem sonhos com fios de lágrimas... Tecem vidas em suas barrigas com esperanças e alegrias infantis. Mulheres são feiticeiras. Inventam magias e encantamentos.E atraem e cativam com um simples olhar. Mulheres são meninas. Acreditam em príncipes e finais felizes.Mulheres são guerreiras. Enfrentam a luta com galhardia. E não esmorecem mesmo quando cansadas. Mulheres são sábias. Trazem em si toda a sabedoria do mundo, ao repartir, entre os filhos, o pão, o carinho,e o próprio tempo. Mulheres são especiais. Mulheres são seres próximos de Deus.Mulheres são anjos. Mulheres são mães. A mais perfeita tradução do mistério da eternidade da alma. "
(Rita Licks)
... tecelãs. Tecem sonhos com fios de lágrimas... Tecem vidas em suas barrigas com esperanças e alegrias infantis. Mulheres são feiticeiras. Inventam magias e encantamentos.E atraem e cativam com um simples olhar. Mulheres são meninas. Acreditam em príncipes e finais felizes.Mulheres são guerreiras. Enfrentam a luta com galhardia. E não esmorecem mesmo quando cansadas. Mulheres são sábias. Trazem em si toda a sabedoria do mundo, ao repartir, entre os filhos, o pão, o carinho,e o próprio tempo. Mulheres são especiais. Mulheres são seres próximos de Deus.Mulheres são anjos. Mulheres são mães. A mais perfeita tradução do mistério da eternidade da alma. "
(Rita Licks)
sábado, 3 de março de 2012
Esmaltes, batons e sutiãs
Esmaltes, batons e sutiãs
por Rosângela Silva
Sendo mãe de uma menina de 11 anos, tenho vivido momentos frequentes de exercício da minha paciência e persistência. Paciência para aceitar suas escolhas, vontades, opiniões, para conter momentos de revolta, para dosar sua independência e persistência para repetir a mesma orientação mais de uma vez, para corrigir suas condutas um tanto equivocadas, para conter seus ímpetos de rebeldia.
A garota vive uma fase de suspiros e paixões, muitas conversas com amigos e amigas, entorpecida pelas músicas, querendo ir a baladas para adolescentes, seduzida pela internet.
Existe nela um enorme gosto por esmaltar as unhas, precisando trocar a cor a cada dois ou três dias. E os batons e lápis no olho são adereços imprescindíveis.
Mas, o que mais me chama a atenção e me faz reviver questões da minha pré-adolescência, se é que tínhamos isso naquela época, é o fascínio pelos sutiãs. Lembro-me que quando meus seios começaram a crescer, com vergonha de falar com minha mãe, copiei por conta própria, a ideia de uma coleguinha. Ela punha uma camiseta regata por baixo e o uniforme por cima. Assim resolvi um dos primeiros dilemas referentes a essa difícil fase. É certo que vieram outros, mas desses, conto numa próxima vez.
Hoje as meninas usam sutiãs desde muito cedo e eles estão cada vez mais em evidência e à mostra. Aos três ou quatro anos já pedem e as mães já compram. Embora tenha o lado da “adultização” precoce das meninas, por outro, essa questão é tratada de maneira muito normal, sem medos ou vergonhas infundados. No meu tempo não era assim.
Nos dias de hoje, a questão não é mais o sutiã, mas o pedido para que compremos o sutiã de bojo! Polemizando a questão, acho muito preocupante que meninas de cinco ou seis anos andem por aí exibindo um seio que ainda não têm e com isso sendo mais facilmente notadas e colocadas mais vulneráveis ao meio.
Logicamente a produção e a venda dos sutiãs de bojo estão ligadas ao consumismo e as crianças são presas fáceis para o comércio que sempre está inventando forma de seduzi-las. Por isso os pais precisam ficar atentos e ser firmes em seus conceitos.
Lembro do dia em que Raphaela foi comprar biquíni com o pai. Ela tinha uns sete anos, conseguiu convencer sobre o seu desejo e apareceu em casa com um sutiã de bojo na parte de cima. Logicamente ela nunca usou o tal biquíni e não entende até hoje porque da proibição.
Sim! Elas querem copiar suas mães e todas as demais mulheres que as rodeiam. E isso até que é bem saudável. Quem de nós, mulheres não brincou colocando enchimento para parecer que tínhamos seios grandes? Quem de nós, ao brincar, não inventou uma barriga de grávida colocando almofadas por baixo da roupa? Quem não usou as roupas, os saltos e as maquiagens da mãe?
Especialmente falando do sutiã, este é um marco forte na puberdade e seu uso vai além da necessidade de proteger e sustentar as mamas. Parece-me, que existe um fetiche por parte das meninas, que ao usá-lo, agregam poder a si mesmas mostrando que já são grandes e que podem fazer as coisas que os adultos fazem.
O que precisamos é encontrar um caminho equilibrado para que não estimulemos demais um crescimento antecipado, fazendo-as pularem fases que seriam essenciais para o seu amadurecimento psicológico e emocional.
É preciso lembrar que as nossas ações de pais influenciam o desenvolvimento de nossos filhos, em todos os aspectos, inclusive no que diz respeito à sexualidade e sensualidade.
Longe da ideia de queimar os sutiãs de bojo, o que temos que queimar é a ideia de produzir crianças como adultos em miniatura. Aos seis, dez ou onze anos o que elas precisam é brincar, estudar e ser felizes com a idade que têm.
por Rosângela Silva
Sendo mãe de uma menina de 11 anos, tenho vivido momentos frequentes de exercício da minha paciência e persistência. Paciência para aceitar suas escolhas, vontades, opiniões, para conter momentos de revolta, para dosar sua independência e persistência para repetir a mesma orientação mais de uma vez, para corrigir suas condutas um tanto equivocadas, para conter seus ímpetos de rebeldia.
A garota vive uma fase de suspiros e paixões, muitas conversas com amigos e amigas, entorpecida pelas músicas, querendo ir a baladas para adolescentes, seduzida pela internet.
Existe nela um enorme gosto por esmaltar as unhas, precisando trocar a cor a cada dois ou três dias. E os batons e lápis no olho são adereços imprescindíveis.
Mas, o que mais me chama a atenção e me faz reviver questões da minha pré-adolescência, se é que tínhamos isso naquela época, é o fascínio pelos sutiãs. Lembro-me que quando meus seios começaram a crescer, com vergonha de falar com minha mãe, copiei por conta própria, a ideia de uma coleguinha. Ela punha uma camiseta regata por baixo e o uniforme por cima. Assim resolvi um dos primeiros dilemas referentes a essa difícil fase. É certo que vieram outros, mas desses, conto numa próxima vez.
Hoje as meninas usam sutiãs desde muito cedo e eles estão cada vez mais em evidência e à mostra. Aos três ou quatro anos já pedem e as mães já compram. Embora tenha o lado da “adultização” precoce das meninas, por outro, essa questão é tratada de maneira muito normal, sem medos ou vergonhas infundados. No meu tempo não era assim.
Nos dias de hoje, a questão não é mais o sutiã, mas o pedido para que compremos o sutiã de bojo! Polemizando a questão, acho muito preocupante que meninas de cinco ou seis anos andem por aí exibindo um seio que ainda não têm e com isso sendo mais facilmente notadas e colocadas mais vulneráveis ao meio.
Logicamente a produção e a venda dos sutiãs de bojo estão ligadas ao consumismo e as crianças são presas fáceis para o comércio que sempre está inventando forma de seduzi-las. Por isso os pais precisam ficar atentos e ser firmes em seus conceitos.
Lembro do dia em que Raphaela foi comprar biquíni com o pai. Ela tinha uns sete anos, conseguiu convencer sobre o seu desejo e apareceu em casa com um sutiã de bojo na parte de cima. Logicamente ela nunca usou o tal biquíni e não entende até hoje porque da proibição.
Sim! Elas querem copiar suas mães e todas as demais mulheres que as rodeiam. E isso até que é bem saudável. Quem de nós, mulheres não brincou colocando enchimento para parecer que tínhamos seios grandes? Quem de nós, ao brincar, não inventou uma barriga de grávida colocando almofadas por baixo da roupa? Quem não usou as roupas, os saltos e as maquiagens da mãe?
Especialmente falando do sutiã, este é um marco forte na puberdade e seu uso vai além da necessidade de proteger e sustentar as mamas. Parece-me, que existe um fetiche por parte das meninas, que ao usá-lo, agregam poder a si mesmas mostrando que já são grandes e que podem fazer as coisas que os adultos fazem.
O que precisamos é encontrar um caminho equilibrado para que não estimulemos demais um crescimento antecipado, fazendo-as pularem fases que seriam essenciais para o seu amadurecimento psicológico e emocional.
É preciso lembrar que as nossas ações de pais influenciam o desenvolvimento de nossos filhos, em todos os aspectos, inclusive no que diz respeito à sexualidade e sensualidade.
Longe da ideia de queimar os sutiãs de bojo, o que temos que queimar é a ideia de produzir crianças como adultos em miniatura. Aos seis, dez ou onze anos o que elas precisam é brincar, estudar e ser felizes com a idade que têm.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Educação dos filhos
Ouvi hoje em uma palestra: "Os defeitos dos filhos são filhos dos defeitos dos pais". Achei a frase forte e preocupante.Concordo que somos responsáveis pelos nossos filhos e que devemos nos dedicar muito a eles, mas eles também, depois de crescidos têm poder de escolha e não podemos ser culpados por todas as suas decisões.
Temos que semear boas sementes na infância, amar, acompanhar, limitar, andar lado a lado. Depois eles precisam ser responsáveis pela sua caminhada, carregando a boa bagagem que a família lhe proporcionou.
Por outro lado, não dá para desistir de nossas crias. Mesmo adultos eles continuam sendo nossos filhos e nós precisamos estar ao seu lado ouvindo, questionando, orientando.
É! A tarefa de pais é para sempre!!
Temos que semear boas sementes na infância, amar, acompanhar, limitar, andar lado a lado. Depois eles precisam ser responsáveis pela sua caminhada, carregando a boa bagagem que a família lhe proporcionou.
Por outro lado, não dá para desistir de nossas crias. Mesmo adultos eles continuam sendo nossos filhos e nós precisamos estar ao seu lado ouvindo, questionando, orientando.
É! A tarefa de pais é para sempre!!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Casa Arrumada
Casa Arrumada
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume sua casa todos os dias...
mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Afinal, a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos....
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume sua casa todos os dias...
mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Afinal, a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos....
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Outubro literário
Está acabando.
Parabéns pela ótima programação.Adorei participar com meus poemas na Mostra imagética (imagem + poética). Obrigada pela oportunidade!
Quem estiver interessado em conhecer meus poemas que fizeram parte da mostra é só acessar: www.mulhernadireção.blogspot.com
Parabéns pela ótima programação.Adorei participar com meus poemas na Mostra imagética (imagem + poética). Obrigada pela oportunidade!
Quem estiver interessado em conhecer meus poemas que fizeram parte da mostra é só acessar: www.mulhernadireção.blogspot.com
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