sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mãe, me leva no show da Pitty?

Nesta semana muito se falou sobre a Virada Cultural Paulista. Como de costume sempre checo a programação e escolho as apresentações nas quais posso incluir minha filha de 10 anos.
Quando ela viu o programa logo de cara se ligou no show da Pitty, logicamente pela influência da artista na mídia. Tratei logo de explicar para ela que o show não era para a sua idade e que por ser num local aberto eu temia muito pela sua segurança. Falei que num lugar assim estamos sujeitos à brigas, pequenos furtos, vandalismos e confusões provocadas por usuários de drogas.
Assim, lá fomos nós, domingo, nos aventurar pelo nosso roteiro: peça “Zé preguiça”, intervenção circense com fuscalhaço, dança com a Cia Focus com música ao vivo, espetáculo Sombras da noite e Ópera Carmen, de Bizet.
Passamos o dia em contato com muita arte e cultura e é sobre isso que quero falar. O contato da criança com a arte é muito importante, pois dá a ela suporte e ferramentas criativas nas outras diversas áreas da vida.
A criatividade é elemento transformador que dá ao ser humano a possibilidade de enxergar novas soluções para os problemas, novas saídas para as dificuldades, novos caminhos para as dúvidas.
Ao assistir a uma peça de teatro ou um espetáculo de dança, ver filmes, ouvir ou ler uma poesia, observar uma tela ou escultura, a criança adquire informações subliminares que ficarão arquivadas em sua memória. Ao se deparar com situações novas, muitas vezes, ela buscará no seu banco de dados a forma como o personagem agiu ou se comportou, a alegria ou coragem descritas no poema, a mensagem de desabafo escondida no desenho do pintor, a rebeldia esculpida nas formas da escultura.
Tudo isso, muitas vezes, não dá para ensinar só com palavras e exemplos. São informações que a criança colherá de acordo com as experiências vividas anteriormente e que se juntarão às suas novas vivências, formando seu armazém de estímulos sensoriais, pronto
para abrir nos momentos em que forem solicitadas.
Resumindo, a arte abre as janelas da alma e proporciona equilíbrio e plenitude para quem desfruta dela.

Não. Nós não fomos ao show da Pitty. Mas a aventura foi tão boa que no final do domingo isso já não tinha mais tanta importância...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Carmen, de Bizet

Assisti a peça e gostei muito. Reforço as palavras iniciais do diretor Cléber Papa que citou que pela primeira vez uma ópera foi incluída na programação da Virada Cultural e que com um público formado por muitos jovens e crianças na plateia, se conseguisse agradar a uma pessoa, apenas, seu trabalho já teria valido a pena.
Não agradou uma, mas várias, pois a apresentação foi belísssima e muito didática.

Virada Cultural

Neste ano as apresentações noturnas não despertaram minha atenção, exceto a peça "O homem inesperado" para a qual desisti de enfrentar a fila quilométrica.Já na programação de domingo compareci assistindo a peça infantil “Zé preguiça”, a intervenção circense com fuscalhaço, a dança com a Cia Focus com música ao vivo,o espetáculo Sombras da noite e a Ópera Carmen, de Bizet.
Cultura e lazer nunca são de mais!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Maio musical

Amei a apresentação de sexta-feira do Grupo Mulheres em acordes com o nome- Toda mulher gosta de rosas. Música pra gente grande...
Parabéns também à apresentação de domingo, "Conversa de botequim"- cem anos de Noel Rosa com o Coral Cidade de Indaiatuba.
Agora é esperar pela virada cultural.

"Viver a vida"

Emocionante o final da novela "Viver a vida" que trouxe como relato final a história de vida do ex-pianista e maestro João Carlos Martins que sofreu várias provações no decorrer de sua carreira. Sem desmerecer, é claro,os inúmeros outros depoimentos de pessoas comuns que expuseram suas dores e contaram como superaram desafios.
Quem disse que novela também não é cultura?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais atualizações

25/05- 8h- "Inspiração e expiração: identidade e expressão de diferenciais"/ "A construção de diferenciais por meio da reorganização da escola e do espaço pedagógico"
Contato- 0800-770-1996 ou www.sejaetico.com.br/eventos

27/05-19h- "Filhos- manual de instrução- muito mais do que dar limites"-
Contato- Livraria Laselva ou telefone 3894-7122

29/05- 8:30- 17:30 - "Maquiagem artística para auxílio nas aulas e datas comemorativas"
Contato- (19)- 3236-6333 ou sieeesprecps@terra.com.br

25/06-18:30- "I Fórum de prevenção ao combate à violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes de ndaiatuba"
Contato- (19) 3885-7700- ramal 7753 ou cmdca2.cmi@terra.com.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mãe

Recebi por e-mail, gostei. Só não sei a autoria...

Mãe não entende se você não come tudo que está no prato,
não aceita desculpas do tipo 'Se os outros podem, por que eu não posso?'.
Mãe responde: 'Os outros não são meus filhos'.

Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega.
Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.

Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia:
'Eu já falei pra você comer tudo!'
Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto, de acidente, de briga.
Mãe fica assustada quando lê notícia.

Mãe não está nem aí para o que os outros pensam, se precisar foge com o filho para o Egito, montada num burrico.



Mãe tem sonhos, tem pressentimentos, tem sexto sentido, sétimo, oitavo, nono, décimo.
Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).

Mãe chora ao pé da cruz, em rebelião, chora se o filho é messias ou bandido.
Mãe acredita.
Mãe não pode ser testemunha no tribunal.
Mãe é café com leite; pão com manteiga; biscoito; bolacha de água e sal; banana cozida.
E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.

Mãe só tem uma, mas é tudo igual
Mãe espera o telefone tocar; a campainha tocar; o resultado do vestibular;
Mãe espera o carteiro; Mãe moderna espera e-mail.
Mãe espera, sempre espera.

Mãe ama.
Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade.
Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama.
A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais
Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito.

Uma amiga costuma dizer: ' Mãe é de aço'
A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono.
Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os organismos vivos.
A Mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo.
Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade.
A esta altura, você deve estar perguntando:
'Mas por que esse cara está falando tanto de mãe?'
A verdade é que eu não sei.
Talvez seja porque a palavra Mãe não tenha equivalente.
Já notaram? Mãe só rima com mãe.